Festa de final de ano lectivo da minha sobrinha. Peça de teatro sobre a preservação do ambiente. Grande final com todas as crianças a cantar um refrão com qualquer coisa como "vamos conseguir".
Olhar para este palco cheio de crianças, e para a minha pequena em particular, encheu-me de esperança e encheu-me os olhos de água. Eu também acreditei, naquele momento, que aquelas pessoas, que serão os adultos de amanhã, vão ser capazes de construir um mundo melhor!
Pipoca e Piruá são palavras indígenas, da extinta Língua Tupi. Pipoca significa pele estourada e Piruá significa pele levantada. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
sábado, 9 de junho de 2012
Inversão de papeis
As crianças pequenas sentem-se mais seguras perto dos pais.
Os adultos idosos sentem-se mais seguros na companhia dos filhos.
Já estive no primeiro papel, como toda a gente. Chegou a hora de desempenhar o segundo.
Os adultos idosos sentem-se mais seguros na companhia dos filhos.
Já estive no primeiro papel, como toda a gente. Chegou a hora de desempenhar o segundo.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
"O que for, quando for, é que será o que é"
Houve um momento em que parecia mesmo que ia desabar. Finalmente. Irremediavelmente.
Mas no último instante, antes do abandono e do descontrolo, respirei fundo e enxuguei o mar que se preparava para transbordar. E ficou tudo bem. Por instantes. Aparentemente.
Nunca me tinha dado conta que nestes momentos se ergue uma parede, um enorme bloco de betão escuro. Fico ainda mais aprisionada dentro de mim. Paralisada. Sem pio. Assustada.
Não fica tudo bem. Fica tudo na mesma.
Mas no último instante, antes do abandono e do descontrolo, respirei fundo e enxuguei o mar que se preparava para transbordar. E ficou tudo bem. Por instantes. Aparentemente.
Nunca me tinha dado conta que nestes momentos se ergue uma parede, um enorme bloco de betão escuro. Fico ainda mais aprisionada dentro de mim. Paralisada. Sem pio. Assustada.
Não fica tudo bem. Fica tudo na mesma.
Etiquetas:
Coisas complicadas,
Coisas da vida,
Desafios,
Intimidades
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sobre o medo
Há pessoas que têm medos irracionais de coisas como aranhas, cobras ou outros bichos, de ladrões ou malfeitores, de elevadores ou espaços muito pequenos, do escuro ou de multidões.
Não tenho nenhum destes medos. Nenhuma destas coisas me amedronta.
No entanto tenho medos que nem eu sei. De coisas que as outras pessoas que costumam ter medos não têm.
Não é medo de me assustar, nem de fugir. É medo de esconder. De ficar parada.
Não tenho nenhum destes medos. Nenhuma destas coisas me amedronta.
No entanto tenho medos que nem eu sei. De coisas que as outras pessoas que costumam ter medos não têm.
Não é medo de me assustar, nem de fugir. É medo de esconder. De ficar parada.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Sobre a gratidão
Recebi esta semana um mail de uma colega da faculdade. Nunca foi uma pessoa muito chegada, mas sei agora que sempre nutrimos um enorme respeito uma pela outra. Admiração até. Cada uma pelas suas razões.
Ora essa colega escrevia para me contar a boa notícia da defesa da tese e da conclusão do curso e para me dizer que em breve regressará à sua terra natal. Escrevia para se despedir e agradecer-me todo o apoio que lhe dei. Gostei da atenção, do cuidado. Gostei mesmo muito.
E fiquei a pensar nela. Em como concluímos o curso mais ou menos ao mesmo tempo, com a enorme diferença de ela ter perdido um filho entretanto, muito recentemente. Em como a minha admiração por ela, não a conhecendo bem, se firmou ainda mais. Em como as boas pessoas e as boas atitudes são contagiantes. Em como há pessoas que cruzam o nosso caminho, seja por uma hora, por um dia, por uma temporada ou para a vida inteira, e deixam marcas, se deixarmos.
Nunca sabemos exactamente que impacto têm as nossas atitudes nas outras pessoas. Gosto de pensar que o bem que procuro fazer se multiplica, mesmo sem eu saber. E de vez em quando, quando alguém agradece, de forma simples e genuína, tenho a certeza que sim, que se espalha como um vírus e me contagia de volta. E sinto-me grata.
Ora essa colega escrevia para me contar a boa notícia da defesa da tese e da conclusão do curso e para me dizer que em breve regressará à sua terra natal. Escrevia para se despedir e agradecer-me todo o apoio que lhe dei. Gostei da atenção, do cuidado. Gostei mesmo muito.
E fiquei a pensar nela. Em como concluímos o curso mais ou menos ao mesmo tempo, com a enorme diferença de ela ter perdido um filho entretanto, muito recentemente. Em como a minha admiração por ela, não a conhecendo bem, se firmou ainda mais. Em como as boas pessoas e as boas atitudes são contagiantes. Em como há pessoas que cruzam o nosso caminho, seja por uma hora, por um dia, por uma temporada ou para a vida inteira, e deixam marcas, se deixarmos.
Nunca sabemos exactamente que impacto têm as nossas atitudes nas outras pessoas. Gosto de pensar que o bem que procuro fazer se multiplica, mesmo sem eu saber. E de vez em quando, quando alguém agradece, de forma simples e genuína, tenho a certeza que sim, que se espalha como um vírus e me contagia de volta. E sinto-me grata.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)